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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Barulhos na noite

Isso tudo aconteceu quando eu tinha uns 8 anos. MUITAS coisas aconteceram. E sempre aconteciam de noite. O que é que a noite tem?Eu me lembro de uma noite, lá pela 1am, eu estava deitada na cama, acordada como sempre, quando de repente eu ouvi um carro parando na garagem e uma menininha dizer "tchau papai". Eu ouvi a porta do carro fechar, e o carro ir embora, e então um minuto mais tarde mais sou menos, eu ouvi um grito. Eu pulei da cama e olhei pela janela. Claro que não tinha nada, estava tudo na mais perfeita calma. O meu corpo arrepiou inteiro.Então, um mês depois, lá pela Meia Noite, eu estava acordada na cama de novo, tentando dormir. Eu dormia com a minha porta aberta nessa época. Então eu ouvi o que eu posso descrever como panelas batendo uma nas outras, e os queimadores do fogão sendo jogados no chão. Todas as janelas do andar de baixo estavam chacoalhando violentamente. Estava fazendo muito barulho! Eu fiquei tão assustada que eu me cobri com o cobertor e fiquei lá até dormir. No dia seguinte todos falaram que não ouviram nada durante a noite.Eu ouvia passos na escada. A minha cama ficava posicionada de um jeito que você podia ver perfeitamente o corredor inteiro. Ninguém nunca subia a escada. Os passos continuavam como se tivesse alguém subindo sem parar, como se a escada durasse para sempre. Eu também ouvia batidas vindo do meu (extremamente pequeno) armário. Só um "toc, toc, toc". E uma noite eu me levantei e fui olhar lá dentro. Não tinha nada, e quando eu voltei para a cama, "toc, toc, toc". Isso durou a noite inteira até eu dormir.Mas a coisa mais assustadora que já aconteceu comigo foi durante o dia!Eu estava sentada na sala com uma amiga minha brincando com os gatinhos que a minha gata tinha acabado de ter. Só tinha nós duas dentro de casa. De repente eu comecei a sentir o cheiro de fumaça de cigarro. A minha amiga perguntou para mim "você está sentindo esse cheiro?" e eu disse "Estou"então ela apontou para a TV e falou "OLHA!" A TV estava desligada, mas refletido nela dava para ver uma mulher em pé atrás da gente, fumando um cigarro. Eu virei para trás e ela não estava lá. Mais tarde eu falei para a minha mãe o que tinha acontecido, e ela começou a chorar. A mulher que eu descrevi para ela, era a descrição perfeita da mãe dela, a minha avó, que tinha morrido 6 anos antes.Muitas coisas estranhas aconteceram naquela casa. Eu ouvia vocês profundas vindo de trás da TV, quando ela estava desligada. Sussurravam o meu nome na minha orelha. Batidas vindo do andar de cima, quando estavam todos no andar de baixo. Passos de noite...Eu poderia ficar o dia inteiro escrevendo tudo o que já me aconteceu, mas acho que já da para você ter uma idéia.

As almas existem

Tudo começou quando, meu vizinho, (um idoso) parente de longe dos meus pais, faleceu. Como era minha mãe quem cuidava dele quando estava doente de cama, foi ela quem foi a responsável pelo funeral. Ele faleceu ao decorrer do meio dia, no hospital, no dia 08/02/00. Logo após o enterro; que foi às 9:00 pm; meus pais retornaram à nossa casa. A cerca de 10:00 pm resolvi ir deitar; quando comecei a pegar no sono, ouvi um tipo de choro muito estranho, mas não reparei e resolvi dormir, mas estava com muito medo.De repente, durante o horário de meia noite, todos da casa começaram a ouvir...tum...tum... na parede, neste exato momento todos se levantaram. Meu pai, com muita coragem, resolveu pular a janela de seu quarto e foi procurar no corredor ao redor da casa, para ver se encontrava o que causava aqueles estranhos barulhos. Depois de não conseguir encontrar nada. Ele resolveu ir até a casa, onde, o falecido morava junto com suas irmãs. Chegando lá suas irmãs também assustadas ouviram aqueles barulhos estranhos. Sem saber o que fazer, meu pai resolveu ir até o barracão dos fundos da casa onde o falecido costumava encontrar-se, e lá chegando, os barulhos eram mais fortes ainda: tummm...tummm...tummm...Mas não encontrou nada lá, neste momento tudo se acalmou. Como meu pai não encontrou nada, resolveu, voltar para nossa casa e tranqüilizar a todos. Logo após, todos já se encontravam mais tranqüilos, então resolvemos ir dormir. No dia seguinte, resolvemos comentar com toda vizinhança sobre a noite passada, e chegamos a conclusão que somente nós escutamos os barulhos durante a noite, e ninguém mais da vizinhança ouviu.Às vezes, a cada dia 8 de cada mês ouço ainda aquele estranho choro e aqueles barulhos nas paredes. Agora se foi ou não a alma penada do falecido vizinho ainda não chegamos a uma conclusão. Só sabemos que está noite nunca mais será esquecida...

A antiga casa da fazenda

Nas férias eu sempre vou para a fazenda do namorado da minha tia, lá em Minas Gerais (eu esqueci o nome da cidade agora). Ele, a minha tia e os meus primos moram lá. A família do namorado da minha tia tem aquela fazenda desde o final do séc XIX.No verão passado eu tinha ido para lá, como de costume. Só que dessa vez o meu espírito curioso e aventureiro de adolescente não se contentou em ficar somente na piscina e andar de cavalo, eu queria sair e explorar a fazenda inteira.Depois de um tempo enchendo o meu primo Alexandre (Alex) com isso, ele finalmente concordou em ir junto comigo, já que alem de eu não querer ir sozinha, não conhecia tão bem a região quanto ele.Nós saímos de manhã um pouco depois do café e fomos dar umas voltas. Quando estávamos um pouco longe da casa da fazenda ele falou "Já que você quer explorar, eu vou te levar para a antiga casa principal da fazenda." Quando ele falou aquilo, eu já sentia que eu ia encontrar muito mais do que eu queria lá.A casa antiga da fazenda ficava bem longe da outra, nós levamos um bom tempo para chegar até lá. Quando chegamos lá, eu vi que a casa era bem velha. Ela não era tão grande, mas não era pequena. A porta estava destrancada, estava simplesmente encostada.Não era exatamente aquilo que eu tinha em mente quando eu falei que queria explorar a fazenda, estava mais interessada em um rio, alguma cachoeira, alguma montanha com uma vista bonita, ou até alguma caverna, mas era aquilo que eu tinha no momento.Nós entramos na casa e a primeira coisa que eu notei é que as paredes estavam completamente arranhadas, com umas manchas amarronzadas que pareciam sangue, mas poderia ser tinta velha também, apesar dos formatos delas serem bem estranhos. O meu primo falou que fazia tempo que ele não ia lá, mas que da última vez que ele foi, as paredes não estavam daquele jeito. Nós estávamos na sala principal. Para a esquerda tinha uma passagem que levava para outra sala (a de jantar) e para a direita tinha um corredor que levava para os quartos. Da sala de jantar dava para ir para a cozinha, e de lá para fora da casa de novo, pela porta dos fundos. Nós pegamos o corredor da direita, para olhar os quartos. Tinham quatro quartos e um banheiro no total. O primeiro quarto estava normal, nada de mais, só poeira. O segundo e o terceiro a mesma coisa. Então fomos ver o quarto quarto, o maior de todos. Quanto entramos eu senti uma brisa fria e um pouco de frio, mesmo a casa estando bem quente e abafada. Nesse quarto tinha um armário e nós fomo ver o que tinha dentro dele. Abrimos a porta e nada. Então eu ouvi o som de passos vindo do corredor. Eu agarrei o braço do meu primo e olhei para a porta. Os passos chegaram perto e pararam na frente da porta. Mas não apareceu ninguém. Eu olhei assustada para ele e sai correndo, e ele veio atrás. Enquanto eu corria pela casa para sair dela eu não vi ninguém lá dentro, só via as nossas pegadas na poeira, a de mais ninguém, apesar de ter ouvido os passos.Lá fora na luz do sol, ficamos mais calmos. Eu olhei para ele e ia perguntar o que será que tinha sido aquilo, quando ele começou a gritar, do nada. A única coisa que ele falava era "ta doendo". Eu olhei no braço dele e começou a aparecer um monte de marcas vermelhas e brotoejas. O pescoço dele começou a ficar todo vermelho também. Eu decidi que era melhor levar ele correndo para a casa da fazenda para a mãe dele ver o que era. Antes de sair correndo com ele eu dei uma ultima olhada para a velha casa e vi uma fumaça meio cinza na porta de entrada, na forma de uma pessoa. Depois disso eu agarrei a mão do meu primo e sai correndo.Quando nós chegamos na casa da fazenda a mãe dele viu como ele estava e ficou assustada. Ela levou ele no hospital, e deram alguns remédios para ele tomar. O estranho é que no dia seguinte ele já estava bom de novo, nem parecia que ele tinha tido alguma coisa. Ele me alou que aquela era a primeira vez que ele tinha entrado nos quartos da casa antiga, e que era a primeira vez que ele tinha uma reação alérgica lá, mesmo já tendo ido na casa.Durante o jantar nós falamos o que tinha acontecido no dia anterior, e falamos dos passos que ouvimos. O namorado da minha tia ficou preocupado, achando que podia ter alguém morando lá escondido, já que isso não era incomum acontecer por lá. Ele resolveu ir investigar a casa no dia seguinte. Como não tinha muita coisa para fazer, o Alex e eu fomos junto com ele. Quando chegamos lá nós entramos na casa, e para a nossa surpresa, as paredes não tinham arranhões nenhum, e nem nenhuma mancha de tinta ou sangue (ou o que quer que fosse aquilo). Mas eu e o Alex não saímos da sala, foi o máximo que nós entramos. O namorado da minha tia procurou a casa inteira e não achou ninguém e nem sinal de que alguém alem do Alex e de mim tenha estado lá dentro.Nós fomos embora de lá e nem o Alex e nem eu voltamos lá de novo. Mas eu não vou esquecer tão cedo daquela fumaça cinza que tinha na porta, e nem a alergia relâmpago do Alex que veio do nada e foi embora como se ele nunca tivesse pegado nada.
Cíntia - SP - São Paulo